Filatelia Tradicional

Comissão de Filatelia Tradicional

 

Klerman Wanderley Lopes klerman@uol.com.br

O que é Filatelia Tradicional

 

A Filatelia Tradicional trata do selo, incluindo todos os aspectos da Filatelia expositiva que não se enquadram nas outras categorias aceitas como tal pela Federação Internacional de Filatelia (FIP).

 

A Filatelia Tradicional refere-se ao estudo dos aspectos técnicos relacionados à produção e à identificação dos selos, como:

  • o processo de criação do selo.

  • o tipo de papel utilizado, incluídas as filigranas.

  • o método de impressão (gravação, tipografia, litografia, etc.) e os seus acidentes e imperfeições.

  • o tipo de gomagem.

  • O método de separação (perfuração, percê, etc.).

  • as sobrecargas aplicadas nos selos.

  • as marcas de segurança, perfins etc.

  • o estudo das fraudações e das falsificações filatélicas, sempre em comparação aos selos originais.

 

Como é constituída uma coleção de Filatelia Tradicional

Uma coleção de Filatelia Tradicional deve abranger todos os aspectos referentes ao estudo do selo, como desenhos, ensaios, provas etc., sendo em

 

alguns casos permitida a inclusão de algumas peças pré-filatélicas para ilustrar o tema, quando o material em estudo é muito escasso.

O expositor deve procurar sempre um perfeito balanceamento do material a ser mostrado. Materiais de qualquer outra classe de exibição são bem vindos, quando necessários para ilustrar o que se quer expor, tais como cartas com suas franquias e rotas, marcas postais especiais e outros, tendo sempre o estudo do selo como o foco principal.

 

 

10 réis “cabeça grande”        50 réis “cabeça pequena”        100 réis “barba preta”

     RHM # 51                                RHM # 48                                    RHM # 27

Como são julgadas as coleções de Filatelia Tradicional

No julgamento das coleções de Filatelia Tradicional, as pontuações máximas atribuídas a cada quesito são as seguintes:

  • 20 pontos para tratamento, onde o exibidor deve demonstrar um equilíbrio do material exposto, em exata concordância com o plano estabelecido na folha de introdução.

  • 10 pontos para importância filatélica, onde é considerada a presença de peças significativas sobre o tema em estudo, além da importância dessas em escalas nacional e internacional. O assunto deve ser estudado da forma a mais completa possível.

  • 35 pontos para conhecimento, estudos e pesquisas pessoais. Aqui o expositor deve mostrar, de maneira concisa, utilizando o seu material, o que se conhece sobre o tema, enfatizando os seus aspectos mais significativos, evitando dar muita ênfase a aspectos de menor importância. Será avaliado como o expositor faz uso das peças expostas. Quando aplicáveis, as franquias, as rotas e as marcas postais devem ser explicadas. No caso de material exaustivamente estudado, a falta de pesquisa pessoal não é levada em conta.

 

  • 10 pontos para o estado do material. O expositor deve colocar peças na melhor condição possível em relação à sua raridade. A qualidade das peças mais comuns deve ser impecável. O uso de itens de qualidade inferior só é justificável quando se tratar de peças únicas ou extremamente raras.

  • 20 pontos para raridade, onde será avaliada a escassez das peças expostas em relação ao país ou área em apreço. O uso de expressões como “única” deve ser usado com parcimônia e apenas quando comprovado e relevante no contexto da coleção.

  • 5 pontos para a apresentação. Esse quesito influencia a primeira impressão dos jurados e, se essa for desfavorável, pode desmerecer todo o julgamento. O capricho na confecção dos textos, na colocação das imagens e na distribuição das peças deve ser considerado com todo o cuidado.

As considerações aqui expostas representam um resumo do que deve ser considerado pelo expositor na classe de Filatelia Tradicional

Explicações mais detalhadas poderão ser encontradas no site da Federação Internacional de Filatelia, no item SREV (Traditional Philately), no endereço eletrônico: http://www.f-i-p.ch

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